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Proposta ao MEC

Nos últimos anos tive a oportunidade de acompanhar por diversas vezes as avaliações para credenciamento, recredenciamento, renovação ou reconhecimento de cursos de nível superior ofertados por Faculdades, Centros Universitários e Universidades particulares do Estado de Mato Grosso, e pude observar uma discrepânciaquanto as exigências impostas pelo MEC e aplicadas pelos seus avaliadores, em relação a necessidade das mesmas manterem mestres e doutores em seus quadros de professores, como condição para se obter uma "boa" nota nas referidas avaliações.
Com certeza isso tem causado inúmeros problemas que acabam comprometendo a qualidade do aprendizado, pois as IES comodamente passam a alugar a titulação de diversos professores mestres e doutores, buscando satisfazer a numerologia da avaliação do MEC, porém esquecendo que a principal avaliação será auferida junto ao aluno quando da conclusão do curso que ele escolheu.
Não se questiona aqui a qualidade e o conhecimento dos mestres e doutores contratados por essas IES. Talvez possamos questionar o comprometimento e a paciência dos mesmos, em repassar, instrumentalizar ou mesmo participar da construção do conhecimento junto ao alunado, pois muitos deles acreditam estar numa esfera intelectual muito acima do que os  réles mortais alunos, possam ter para acompanhá-los.
Observem a quantidade de IES que tiveram resultados insatisfatórios após as provas do ENADE demonstrando a queda de qualidade no ensino, inclusive punidas com diminuição de vagas ofertadas nos vestibulares ou simplesmente extinguindo-as de vez, mesmo com um número expressivo de mestres e doutores integrantes do seu corpo docente.
Como isso pode acontecer?  De quem é a culpa?
Cabe agora ao MEC que proliferou tantas IES pelo Brasil afora, transformando o ensino superior num negócio altamente lucrativo, exigir o retorno de parte desses lucros na capacitação do seu próprio corpo docente, obrigando as IES particulares a proporcionar e garantir acesso a titulação através de mestrados e doutorados, antes de exigir-lhes títulos como condição para continuarem a ministrar aulas ou serem contratados nas referidas IES .
Aí reside o objeto da presente proposta ao MEC: obrigar as IES, dentro de um tempo preestabelecido, a oferecerem cursos de mestrados e doutorados para titulação do seu corpo docente, auferindo-lhes notas pelo investimento devidamente comprovado na titulação de seus professores, como forma de avaliação.
Como as IES se notabilizam como “instituições sem fins lucrativos”, eis aí uma excelente fórmula de se efetivar o desapego ao lucro, proporcionando a quem realmente faz o ensino de qualidade acontecer, ser reconhecido!

 


Autor: Prof. Manoel Randolfo da Costa Ribeiro - Doutorando em Direito Pblico, bancado com recursos prprios
 
   
 

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